Que bom ver voce por aqui! Deus o abençoe.

"O Senhor teu Deus esta no meio de ti,"

Que conforto maravilhoso saber que Deus esta em nosso meio.
Foi o que Cristo ensinou ao seus discipulos na narrativa de Mateus 8. 23 - 27.
Se os discipulos realmente vivessem a fé, não se intimidariam com a tempestade
que surrava o barco; a presença de Cristo, mesmo dormindo seria o bastante para
encorajar os corações daqueles homens.


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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jesus, o missionário de Deus



O mundo de Jesus
          Gregos: Deram a língua que proporcionou um anuncio ‘universal’ do evangelho.
          Romanos: A partir da PAX Romana possibilitaram a divulgação de idéias.
Judeus: Entregaram a estrutura religiosa na qual o evangelho se desenvolveu
Sob o domínio do Império Romano
        Augusto (27 a.C. – 14 d.C)
        Tibério (14 – 37 a.D.)
        Calígula (37 – 41 a.D.)
        Cláudio (41 – 54 a.D.)
        Nero (54 – 68 a.D.)
        Vespasiano (69 – 79 a.D.)
        Tito (79 – 81 a.D.)
        Domiciliano (81 – 96 a.D.)
Palestina administrada
pelos Herodes:
        Herodes, o Grande (37 a.C. – 4 d.C)
                               Mt 2.1-19
        Arquelau  Mt 2.19-23
(Judéia, Samaria, Induméia)
        Herodes Filipe II  Lc 3.1
(Ituréia, Traconites)
        Herodes Antipas
(Peréia, Galiléia)
                Mt 14.1-12; Mc 6.14-29; Lc 237-12
Desenvolvimento Social
          Hasmoneus, ou Macabeus:
                Consolidaram a dinastia entre (142 – 37 a.C) através de Judas, Jonatas e Simão. Com o passar do tempo aliaram-se aos romanos, mantendo o controle sobre o templo e o sumo-sacerdócio. À época de Jesus ficaram conhecidos como Saduceus.
          Saduceus:
                Eram aristocratas, não numerosos, mas extremamente poderosos. Rejeitavam qualquer escrito que não fosse a Torá, bem como qualquer doutrina que não estivesse presente nela, como a ressurreição.
          Zelotes:
                Grupo separatista que procurava libertar Israel através da revolta armada
          Fariseus:
                Partido da Sinagoga, reinterpretaram a Lei e estabeleceram regras para que essa pudesse ser cumprida. Pregavam uma observância rigorosa das tradições e costumes. Eram poucos e tinham o apoio da população.
          Escribas:
                Homens letrados, responsáveis por copiar e ensinar a Torá. 
          Essênios:
                Seita acética que se isolava em lugares desertos. “De modo semelhante aos fariseus, ressaltavam a rigorosa observância da lei, mas consideravam o sacerdócio do templo corrupto, rejeitando boa parte do ritual do templo e do sistema sacrificial. Praticavam uma fé apocalíptica relembrando as contribuições do seu ‘Mestre da Justiça’”. 
Relato dos Evangelhos
          Os Sinóticos (syn – junto com; optic – vendo = vendo em conjunto): Mateus, Marcos e Lucas
        Por que existem três evangelhos com textos tão parecidos?
        Por que textos semelhantes estão em contextos diferentes?
        Como foram escritos?
          Mt contém 91% de Mc; e Lc 53% de Mc
          A melhor hipótese é a da teoria das Duas Fontes.
Sinóticos
          Teoria das Duas Fontes:
        Marcos é o evangelho mais antigo.
          Mais Breve
          Estilo canhestro e primitivo de Marcos
          Correspondências de palavras entre Marcos e Mateus, e Marcos e Lucas, mas dificilmente entre Mateus e Lucas.
          A ordem dos acontecimentos
          Teologia mais primitiva de Marcos
          Teoria das Duas Fontes:
        Além de Marcos, Mateus e Lucas usaram uma hipotética fonte “Q”.
        “Q” seria uma coletânea de declarações de Jesus.
          Existem aproximadamente 250 versículos comuns a Mateus e Lucas que não estão em Marcos.
          Q ou Quelle = fonte em alemão
          Teoria das Duas Fontes:
Portanto, Marcos e “Q” seriam as duas fontes usadas por Mateus e Lucas.
          Temas comuns aos evangelhos:
         Descrição da vida de Jesus.
         Apresentam Jesus como o Messias que inaugura o Reino de Deus na terra.
         Reino de Deus.
Relato dos Evangelhos
          Reino de Deus:
        Se cumpre na presença de Jesus.
        Vive na tensão entre o “já” e o “ainda não”, da ressurreição à parousia.
        Se opõem ao reino de satanás
        Através dos milagres e sinais se demonstra a vitória sobre o reino de satanás.
        Não pode ser vencido por meios humanos (que estão corrompidos pelo inimigo), mas pela graça e misericórdia.
          Milagres:
“Eles devem ser entendidos como manifestações do reino de Deus, efetivamente presente em Jesus, e como tais, prenúncios da vindoura ação de Deus na ressurreição. Ao estabelecimento do reino se opõem potestades deste mundo, o poder satânico-demoníaco, o pecado, a enfermidade, a morte”
W. Künneth
“O que, porém, ele (Jesus) quis e o que seus apóstolos deveriam fazer foi o seguinte: erigir sinais do reino e, desse modo, revelar ao mundo que, a princípio, o outro reino está vencido. Com isso ficava confirmada a pregação de que ele é o Senhor de todos os senhores e, simultaneamente, o Senhor da vida humana. Ele não usou o milagre para proporcionar ao ser humano uma humanidade em sentido autônomo, e, sim, justamente para romper a autonomia de um mundo separado de Deus e vincular a pessoa a Deus”
George Vicedom
Portanto, Jesus é o enviado, apóstolo, missionário mandado por Deus Pai para restabelecer o reino. Isso acontece através de sua morte e ressurreição, e, assim como ele é enviado, envia seu grupo de discípulos, para que testemunhem repetindo as palavras e atitudes que viram em Jesus.
Evangelho de João
          Usa filosofia grega popular
         Havia uma preocupação com o arche = começo
        Logos ou o Verbo era um tema comum a gregos e judeus
        Trabalha com opostos trevas e luz, espírito e corpo, etc.
        “Eu sou ...”
         Parácleto, o Espírito
        O enviado

As Marcas da Missão de Deus no AT



Do mundo todo para um só povo
          Povos vizinhos:
Politeístas: visão de mundo baseada no ciclo natural e subordinada às forças da natureza que eram controladas pelos deuses.
“O pagão é um individualista que faz uso de meios elaborados de adoração somente para alcançar a sua própria tranquilidade, integração e segurança. Vive ensimesmado e sua visão não contempla a eternidade de Deus. Consequentemente, quando sua tranquilidade é abalada nos tempos de crise não tem para onde voltar” (Wright, O Deus que age)
          Israel:
Monoteísta: visão de mundo baseada na eleição e nas promessas de Deus, as quais se cumprem a partir de atos salvíficos, nos quais a natureza se mostra subordinada.
“O centro da atenção do homem, conforme a acepção bíblica, não estava no ciclo da natureza, mas no que Deus tinha feito, estava fazendo e ainda estava por fazer, de acordo com a sua intenção declarada. Assim, a promessa e o cumprimento tornam-se o tema fundamental da Bíblia” (Wright, O Deus que age)
Para Pensar:
Outrossim, a Igreja tem proclamado um Evangelho sob a forma de pietismo individualista e nos moldes da ‘experiência espiritual’, separado quase inteiramente da vida comum e do programa de Deus na História. Enquanto isso, acentua a oração e faz promessas sobre a imortalidade da alma. Não é que elas sejam totalmente errôneas no seu próprio quadro, mas estão abstraídas da contextura total da Bíblia. Nas formas em que se apresentam, elas demonstram um retrocesso à ‘normalidade’ pagã, a um culto individualista, egoísta e utilitário, que não tem embasamento na eleição, na promessa e no cumprimento. A questão crucial é se tal fé poderá sobreviver melhor do que todas as formas de politeísmo antigo. Falsificada nestes moldes, a fé não é uma luxúria só dos prósperos?”
(Wright, O Deus que age)

História de Missões



A história do cumprimento do mandato de Jesus de se fazer discípulos de todas as nações confunde-se com a história do Cristianismo. Como não poderia deixar de ser, ao fazer missões, a Igreja cresce. Ao longo da história, tivemos vários períodos distintos, e muitos nomes se destacaram como homens e mulheres de valor. O Pr. Bertil Ekström, em seu livro “História de Missões” nos cita uma longa lista deles. Também, segundo Bertil, os discípulos de Jesus tomaram o seguinte rumo:
·         João - na Ásia
·         Pedro - em Ponto, Galácia, Bitínia e Capadócia
·         Mateus - outras nações
·         Bartolomeu – Índia
·         Tomé - entre os partos (Iran, Iraque, Paquistão), Índia
·         Marcos - no Egito
·         Simão, o zelote - na Pérsia
·         Tiago, o grande - na Espanha
·         Tiago, o justo - na Arábia
·         Filipe - na Frigia"
Após a Reforma Religiosa de Martinho Lutero, surgiram alguns grupos que tentaram reiniciar missões protestantes:
OS PURITANOS - o nome é originado da vontade de purificar-se dos resquícios católicos romanos. A idéia puritana expandiu-se também para a purificação da sociedade por parte dos seus seguidores. Um dos mais famosos puritanos é John Bunyan, autor de “O Peregrino”. Em termos missionários, apenas a influência puritana deixada a algumas Igrejas foi contribuição dos puritanos. Este movimento surgiu no século XVII.
PIETISMO - Originou-se no meio da Igreja Luterana, no final de 1600, e propunha reformas à tradição protestante que já se acomodava. Phillip J. Spener (1631 - 1705) é considerado o Pai do Pietismo. Os pietistas influenciaram grandemente o trabalho missionário de sua época.
OS MORÁVIOS - Talvez sejam os mais exemplares dos movimentos missionários até hoje. De cada 60 membros, 1 era missionário, que foram enviados a todos os cinco continentes. Seu Líder era o Conde Nicolau Ludwing Zanzerdof (1700 - 1760).
Ao longo dos 1600 anos seguintes, a Igreja passou por muitas transformações, mas a partir do ano 1750, tem-se início o período de Missões Modernas, que resumimos assim: Os dois nomes mais famosos destas era, também chamada de 1º era de missões modernas são Willian Carey e Hudson Taylor.
Carey é conhecido com o pai das missões modernas. Em 1792 publicou um livro, “Uma inquisição sobre a responsabilidade dos cristãos usarem meios para a conversão dos pagãos”, que influencia vários líderes posteriormente. Foi ele que disse: “espere grandes coisas de Deus; tente grandes coisas para Deus”. Ele fundou a Sociedade Missionária Batista e seguiu para a Índia. Desenvolveu um dos mais expressivos ministérios missionários.
Hudson Taylor (1832-1905) - Filho de um farmacêutico, ainda na Inglaterra abdicou do conforto e, em 1853 viajou para China. Foi o pioneiro nas “missões de fé”. Organizou a Missão para o Interior da China. Taylor mudou dois conceitos até então não percebidos por seus antecessores: as necessidades dos povos no interior dos países e não apenas missões no litoral e, a vida pela fé no ministério. Destacou-se também pelo grande amor aos chineses e o intenso desejo de se identificar culturalmente com o povo. Outros nomes importantes são:
·         Adoniram Judson (1788 - 1850) - Missionário nas Índia e na Birmânia.
·         Robert Moffat ( 1795 - 1883) - Pioneiro em missões na África do Sul.
·         David Livingstone (1813 - 1873) - Um dos mais famosos missionários ao interior da África.
·         Robert Morrison (1782 - 1834) - Na China, foi o primeiro a traduzir a Bíblia para Chinês.
·         John Paton (1824 - 1907) - Desenvolveu um belíssimo trabalho nas Ilhas do Pacífico.
  
O puritanismo designa uma concepção da fé cristã desenvolvida na Inglaterra por uma comunidade de protestantes radicais depois da Reforma. Segundo o pensador francês Alexis de Tocqueville, em seu livro A Democracia na América, trata-se tanto de uma teoria política como de uma doutrina religiosa.
Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, o adjetivo "puritano" pode designar tanto o membro deste grupo de presbiterianos rigoristas como aquele que é rígido nos costumes, especialmente quanto ao comportamento sexual (pessoa austera, rígida e moralista).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Amor




O que é o amor?

Numa sala de aula haviam várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora:

- Professora, o que é o amor?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor.

As crianças saíram apressadas e ao voltarem a professora disse:
- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse:

- Eu trouxe esta flor, não é linda?
A segunda criança falou:
- Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou:
- Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?

E assim as crianças foram se colocando. Terminada a exposição à professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo.
Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
- Meu bem, porque você nada trouxe?

E a criança timidamente respondeu:
- Desculpe professora. Vi a flor e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.

Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas ao subir na árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.

Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?

“A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração e não em nada físico”.
Nós, homens e mulheres somos como aquelas crianças temos que levar vantagem em tudo , não importa a dor que ou a quem causamos , sejam nos negócios, no super mercado, com um vizinho, no trânsito,
buscamos sempre a nota máxima da esperteza e da.... "EU FIZ, EU ACONTECI, EU, EU, EU...”.
Lembre-se que Deus lhe deu o mais puro dos sentimentos e o mais nobre de todos os dons, tire a nota máxima na escola da vida, aos olhos dEle. Jesus um dia falou... "em verdade vos digo que quem não
receber o reino de Deus como criança, de maneira nenhuma entrará nele" (Mc 10:15)

A Namorada Sincera





Replicou-lhe Jesus: Se conheceres o dom de Deus e quem é o que te pede: Dá-Me de beber, tu Lhe pedirias, e Ele te daria água viva. S. João 4:10.
É meio-dia, provavelmente no fim de dezembro do ano 28 d.C. ou início de janeiro de 29 d.C. Jesus, que estivera viajando a pé com os discípulos, escolhe um velho poço junto ao qual sentar-Se. Enquanto Ele descansa, os discípulos vão a uma aldeia próxima de Sicar para comprar alimento. Jesus olha para o vale na direção da aldeia, e vê que se aproxima uma mulher com um cântaro de água sobre o ombro.
As mulheres no Oriente Médio geralmente não buscam água nas horas mais quentes do dia. Talvez ela esteja vindo ao meio-dia porque se preocupa menos com os raios quentes do sol do que com os olhares fulminantes de suas irmãs mais respeitáveis.

Quando ela chega ao poço, Jesus lhe pede um pouco de água. A resposta dela é um tanto atrevida, talvez até galanteadora: "Como, sendo Tu judeu, pedes de beber a mim que sou mulher samaritana?" S. João 4:9. Se ela está querendo "paquerar", Jesus não cai no seu jogo. Em vez disso, leva o assunto para um plano espiritual.

 “Se conheceres o dom de Deus..." Jesus usa essa expressão com um sentido enigmático, para despertar a curiosidade da mulher. O que Ele quer dizer é: "Se você soubesse quem sou..." Afinal de contas, Ele é o Dom de Deus ao mundo (ver S. João 3:16). Sua manobra funciona! O interesse da mulher é despertado. Então, pouco a pouco, Jesus revela cuidadosamente os segredos daquela vida de vergonha.

A mulher tenta fugir das embaraçadoras revelações, mudando o rumo da conversa para uma discussão teológica, mas Jesus ergue o tema para um nível mais elevado. Novamente em sintonia, a mulher reconhece: "Eu sei... que há de vir o Messias...; quando Ele vier nos anunciará todas as coisas." Verso 25. Essa é a oportunidade áurea de Jesus. Indo direto ao ponto, Ele diz: "Eu o sou, Eu que falo contigo." Verso 26.

E a mulher crê! A namoradeira sincera se converte.
Que lição de conquista de almas! Não vá para o atalho das discussões teológicas; leve o tema para um plano espiritual.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O DESAFIO E A CHAMADA PARA MISSÕES MUNDIAIS

O Desafio e a Chamada para Missões Mundiais George Martin

Uma das passagens mais conhecidas em toda a Bíblia é Isaías 6,

que relata a chamada de Isaías ao ministério profético. Diversas vezes

esta passagem é utilizada para instruir o povo de Deus no que se refere à

glória e a santidade divina. Freqüentemente os sermões e as lições

bíblicas têm salientado o arrependimento de Isaías e sua disposição de

realizar a ordem dada pelo Senhor.

Com menos freqüência, temos sido lembrados sobre a natureza do

ministério de Isaías, ou seja, que sua tarefa em grande parte consistia em

separar e peneirar. Ele deveria pregar até que o povo de Judá, com corações

endurecidos, voltasse as costas para o Senhor e as cidades estivessem em

ruínas, sem habitantes. Por fim, o Deus que comissionou Isaías disse

que apenas um décimo da população subsistiria. Mas, ainda que este

remanescente tivesse de sofrer, seria o remanescente do povo de

Deus que permaneceria, e, assim como o tronco de uma árvore que

produz brotos mesmo depois de cortado, este remanescente floresceria.

Entre os vários assuntos evidentes em Isaías 6, encontramos o fato de

que toda essa questão foi orquestrada pelo Senhor. Ele chamou o profeta e

deu- lhe   a  mens agem  a   s e r  proclamada. E o resultado da pregação

foi declarado e tornou-se conhecido de antemão. Em outras palavras, o

propósito divino é desvendado e realizado por Aquele que está disposto

e pode fazer tudo o que deseja.

Qualquer leitura superficial deste livro revela que o Deus de Isaías é

soberano. Muitos textos da profecia de Isaías refletem esta verdade: “Eu

sou Deus… desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a

antigüidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho

permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Is 46.9-10).

As profecias de Isaías nos levam não apenas a meditar sobre a soberana

maneira como Deus agiu com Israel mas também a declarar seus pro-

pósitos em relação às nações do mundo. Considere Isaías 49.6: “Sim,2 Fé para Hoje

diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e

tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para

os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”.

O profeta, que nos faz enxergar a completa soberania de Deus em to-

O Desafio de Missões Mundiais O desafio envolve o olharmos

além de nossa vizinhança e das pessoas com as quais estamos fa-

miliarizados, vendo todo o mundo como nosso campo de trabalho. É um

desafio tremendo, porque tal empreendimento exige grandes recursos

e coloca sobre o cristão enormes responsabilidades, das quais nossa

c a rne  norma lment e   s e   e squiva .

das as coisas, não hesitou em declarar que o propósito de Deus

inclui a salvação de homens de todas as nações da terra. Se, à luz deste último versí-

culo, pensamos acerca desse propósito dois fatos se destacam. Primeiro, existe o desafio

de não focalizarmos exclusivamente uma parte do plano divino e batalharmos pelo

cumprimento de todo esse plano. Segundo, temos uma chamada que resulta no envio de obreiros ao mundo, para realizar os desejos do Senhor. Por isso, estamos meditando

acerca do desafio e da chamada para missões mundiais.

mente o desafio se tornava tão grande, que eu me retraía dele. Houve dias em que

eu não desejava nada além de fechar a porta do gabinete, voltar à Flórida e plantar la-

ranjas. O desafio do ministério pastoral, às vezes, chegava a ser avassalador.

Da mesma forma, o desafio de missões é grandioso. Jacó, ou Israel, era precioso ao

Senhor. Este é o assunto central das Escrituras. O Senhor o declarou através do profeta Amós: “De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi” (3.2). Não podemos ler

os capítulos centrais da carta de Paulo a o s   R o m a n o s ,   s e m   f i c a r m o s

profundamente convictos de que Israel mantém um lugar especial no coração de Deus.

O desafio envolve o olharmos além de nossa vizinhança e das pessoas com as quais estamos

familiarizados, vendo todo o mundo como nosso campo de trabalho.

Evocando um exemplo pessoal, r e c o r d o   d e   m e u   p a s t o r a d o   e m

Louisville, Kentucky. Quanto eu gostava da obra para a qual o Senhor havia me chamado! Como tinha um amor profundo por aqueles a quem eu ministrava! Mas a obra do pastorado era desafiadora, e ocasional. Mas, apesar disso, a visão e o propósito de Deus são mais amplos;

estendem-se além de Israel e alcançam todas as nações da terra. Foi assim desde o princípio, quando o Senhor declarou a Abrão que ele e seus descendentes seriam uma bênção para

todas as famílias da terra. Desde o princípio, o desafio que está diante



O DESAFIO E A CHAMADA PARA MISSÕES  MUNDIAIS



O  cristão gasta aproximadamente 99,9% do seu dinheiro consigo mesmo e somente 0,09% ministrando ao Mundo B. Apenas 0,01% é gasto em alcançar os povos não-alcançados do

Mundo A  (“Wo r l d   A :   A  Wo r l d A p a r t   p u b l i c a d o   p o r   F o r e i g n

Mi s s i o n   B o a r d   o f   t h e   S o u t h e r n Baptist Convention).

Além disso, o Mundo A, embora contenha a quarta parte da população mundial, possui apenas 1% dos missionários cristãos designados para ele. Em contraste, o “mundo cristão tem 33% da população da terra e 91% dos missionários.

À luz de tal desafio, como podem os crentes serem ainda mais impulsionados para missões?

A Chamada para Missões Mundiais O segundo assunto que surge do nosso versículo é a chamada para missões mundiais. O capítulo 49 de Isaías está repleto de referências à so SENHOR me chamou desde o meu nascimento, desde o ventre de minha mãe fez menção do meu nome” (v.1). O Senhor formou e moldou a boca de seu servo para que este cumprisse

os propósitos divinos (v. 2). O servo A visão e o propósito de Deus são mais amplos; estendem-se além de Israel e alcançam todas as nações da terra.

categorias amplas: O mundo cristão, envolve   aproximadamente 33% da população da terra (Mundo C); os 42 % da população do mundo que têm alguma familiaridade com o evangelho, mas não são c l a s s i f i c ados   como b e r a n i a   d e   D e u s .

Com autoridade, Ele ordenou; “Ouvi-me, terras do mar, e vós, povos de longe, escutai!” (v.1). O servo do Senhor declarou que mesmo antes do s e u   n a s c ime n t o ,   o Senhor o conhecia e o havia chamado: “O do povo de Deus tem sido o de tornar Deus conhecido aos outros.

O desafio para qualquer crente começa em seu próprio país. Uma após outra, várias pesquisas têm sido realizadas acerca do povo norte americano, revelando de forma consistente os Estados Unidos como um dos mais religiosos (senão o mais religioso) países do mundo. Na realidade a maior parte da população dos Estados Unidos possui forma de piedade enquanto nega o seu poder (2 Tm 3.5); reivindicam conhecer Deus, mas suas ações O negam (Tt 1.16).

Violências, tumultos, crimes e toda a sorte de malignidade têm se intensificado por toda parte. Nossos líderes clamam por paz entre os homens e entre os povos, não reconhecendo que paz existe somente na pessoa de Jesus Cristo.

 Se voltarmos nossa atenção às estatísticas mundiais, o desafio é ainda maior. Os missiólogos classificam a população mundial em cristãos (Mundo B); e o mundo A, ou aproximadamente 25% da população (cerca de 1,2 bilhão de pessoas), que jamais teve qualquer exposição ao evangelho. Também os pesquisadores nos dizem que o mun-4 Fé para Hoje deve sua existência ao Senhor (v. 5), que proclamou: “Te dei como luz para os gentios” (v. 6) e realizoua

tarefa. O Senhor é fiel em escolher seus servos e enviá-los a cumprir suas ordens (v. 7).

Todas essas são obras dAquele que declara seus propósitos e os fazEle? Quando o Senhor ordenou, Moisés reclamou e desculpou-se, mas chegou ao ponto de achar-se frente a

frente com Faraó. Jeremias resolveu jamais voltar a proferir uma palavra da parte do Senhor, somente para sentir aquela palavra como um fogo em seus ossos, de forma que precisou

sair e falar. Jonas tentou escapar da vontade de Deus para a sua vida, mas acabou se achando no ventre de um peixe, clamando para fazer a tarefa que Deus lhe designara. Pedro negou

o seu Senhor, Saulo tentou aniquilar a igreja recém-nascida; porém, tornaram-se os maiores de todos os pregadores, anunciando o evangelho primeiro aos judeus e, depois, aos gentios.

Com absoluta certeza, podemos declarar a soberania de Deus em todas as coisas. Ele suscita a tempestade e a envia pela terra, aonde quer que lhe apraz. Estabelece um reino e aniquila outro. Através de seus profetas, Deus falou de eventos com centenas de anos de antecedência e os fez acontecer. Ele desperta pregadores e missionários e os envia ao mundo.

Os escritores bíblicos, ao mesmo Mundiais”. As Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, estão cheias de mandamentos para o povo de Deus, no sentido de serem

embaixadores no mundo. Desde a aliança do Senhor com Abrão, prometendo fazer de sua família uma bênção para todo o mundo, até ao final do ministério terreno de Jesus, quando

Ele   anunc iou  a  Gr ande Comissão a seus discípulos, somos ordenados a tornar Deus conhecido em toda a terra.

Citando outro exemplo pessoal, tenho ouvido testemunhos maravilhosos acerca de como Deus tocou de maneira profunda o coração de pessoas e as conduziu a países estrangeiros como missionários. Para ser franco, eu imaginava que tais chamadas deveriam ser sobrenaturais, extraordinárias e miraculosas em sua natureza.

a c o n t e c e r .  Não   se trata de um dos ídolos pagãos, cuja boca não pode falar. Este é

o Senhor, que fala e os homens ouvem; é o Senhor, que ordena e os homens obedecem; é o Senhor, que chama e os homens O seguem.

Quem pode fugir de alguém como tempo que afirmam a soberania de Deus, também ressaltam a responsabilidade do h o m e m .   P o r t a n t o , embora o título desse

artigo seja o “O Desafio e a Chamada para Missões Mundi a i s”,  uma  de s ignação melhor talvez seria: “O Desafio e a Ordem para Missões Nossos líderes clamam por paz entre os homens e entre os povos, não reconhecendo que paz existe somente na pessoa de Jesus Cristo.

O DESAFIO E A CHAMADA PARA MISSÕES  MUNDIAIS 5

Porém, esta não foi a minha experiência. À medida que minha esposa e eu meditamos a Palavra de Deus, não pudemos fugir da noção bíblica de que o propósito de Deus é que seu povo pregue o evangelho a cada tribo, nação e língua, porque Ele tem um povo eleito em cada

tribo, nação e língua (Ap 5.9; Mc 13.27). Através da pregação do evangelho, Deus sempre chamou os h o m e n s   a   S i   m e s m o .   N o s s a e x p e r i ê n c i a   n ã o   f o i   a l g o   q ue

pudé s s emos   t e r   cons ide r ado  incomum. Em termos simples, através da crescente compreensão de que os propósitos de Deus se estendem a todo mundo, minha esposa e eu chegamos a o   p o n t o   d e   a f i rma r :   “ S e n h o r , estamos dispostos a ir”. Nada especial, fora do comum ou místico.

Era simplesmente a disposição de ir.

À luz de tal ordem clara e bíblica, como poderíamos nos esquivar da grande responsabilidade que o Senhor colocou sobre seu povo?

Ao ouvi r   a lguns  pr egador e s contemporâneos, alguém talvez pense que Deus, nos céus, está contorcendo as mãos em frustração, por estar encontrando dificuldade em convencer as pessoas a crerem nEle e a viverem para Ele. Que deus fraco e digno de pena!

Esse, entretanto, não é o quadro que Deus apresenta de Si mesmo em sua auto-revelação, a Bíblia. A soberania divina alcança a raça humana e dos descendentes de um homem cria uma poderosa nação. Ele separa para Si mesmo um povo eleito de cada nação. Ele procurará as

ovelhas perdidas, até que sejam achadas e trazidas ao aprisco.

Quando refletimos com mais atenção, vemos que a soberania absoluta de Deus, mesmo no que se refere a chamar e salvar pecadores, não constitui um empecilho para missões mundiais, e sim um encorajamento. Visto que Deus separou um povo para Si mesmo e que o Filho dEle derramou seu precioso sangue pelos eleitos, a colheita está assegurada. O Senhor possui seu povo eleito em cada nação, e não Se satisfaz com nada menos do que a redenção de todos eles.

O obj e t ivo  f ina l   e  ma i s   e l evado da evangelização não é o bem-estar dos homens nem mesmo sua bem-aventurança eterna, mas a glorificação de Deus.

R. B. Kuiper

Fazendo a nossa parte

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" O Deus Eterno sempre cumpre o que promete; ele é amoroso em tudo o que faz" ( Salmo 145.13b )

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